quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Talking Heads - $1.000.000

Calça - Aí ganharemos uma puta grana violenta... Tsc!
Bermuda - Ahã. Com certeza.
Calça - Uma puta grana violenta é tipo um milhão de dólares...
Bermuda - De libras ester... de lingotes de ouro.
Calça - Se eu tivesse um milhão de dólares, não faria mais nada! Eu ia viver modestamente, ia pôr o bagulho no banco e ia deixar.
Bermuda - Rendendo.
Calça - Renderia quanto, por mês? Um milhão? Cem mil por mês? Dez mil por mês, pelo menos?
Bermuda - Dez mil por mês, ia durar quanto isso, um milhão?
Calça - Se eu gastasse dez mil por mês?
Bermuda - ...Cem meses.
Calça - Rendendo?
Bermuda - Rendendo eu não sei, mas duraria cem meses sem render nada. Se eu fiz a conta certa, vai dar...
Calça - Como eu não gasto dez mil por mês, agora...
Bermuda - Ahã... Xô ver se eu fiz a conta certa...
Calça - Não, se eu gastasse dois mil por mês.
Bermuda - Dois pau por mês?... Você gastaria um pouquinho mais para viver um pouquinho melhor! Conta cinco mil!
Calça - Cinco mil! Eu gasto cinco mil por mês, gastando obviamente tudo em supérfluos e... bobagens, que eu quiser...
Bermuda - É, mas você ainda teria que pagar aluguel e...
Calça - Dentro do nível... Não, claro, eu pago aluguel e... eu compro roupa, compro comida...
Bermuda - Calculator.
Calça - Agora que eu tenho dinheiro, eu compro CDs e livros e... vou no cinema sempre.
Bermuda - Um milhão! Um, dois três, um dois três, um dois três...
Calça - É dentro de uma tabela de três mil por mês.
Bermuda - Acho que eu pûs três demais. São seis zeros, né? Um milhão?
Calça - É.
Bermuda - Seis zeros. Um milhão. Dividido... por cinco mil? Duzentos meses.
Calça - Nossa, quantos são duzentos meses?
Bermuda - Dezesseis anos.
Calça - Eu vivo dezesseis anos... gastando cinco mil reais por mês...
Bermuda - Cinco mil dólares por mês.
Calça - Cinco mil dólares! Então eu vivo dezess...
Bermuda - Então, é aquela coisa. Se você viver aqui, cinco mil dólares por mês... dá uns doze mil reais.
Calça - Na verdade estou gastando doze mil reais por mês!
Bermuda - Ahã.
Calça - Que é uma puta grana.
Bermuda - É uma boa grana, é uma boa grana... Cê vira um ah... classe média alta vivendo bem!
Calça - É! Tô gastando doze mil reais por mês por dezesseis anos sem fazer absolutamente nada! Fazendo isso, né? Claro, né! Eu vivo dezesseis anos mais legais na vida!
Bermuda - Na verdade, acho que você vai viver uns dezoito anos vivendo assim.
Calça - Sem fazer nada!
Bermuda - Sem fazer nada, só deixando o dinheiro render...

Mais tarde colocaremos o diálogo na íntegra em mp3 pra vocês ouvirem. Basta a gente aprender como fazer isso.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

B de Bermuda

Oi. Preparados para mais uma NERDice? Depois de duas NERDices raivosas, hoje vai ser uma mais calma. E mais curta. Vou NERDar sobre refrigerantes. Talvez isso não soe como um grande assunto, mas um objetivo pessoal meu é NERDar sobre os assuntos mais diversificados possíveis. E eu realmente gosto de refrigerantes.

Pode parecer estranho, mas eu me considero um NERD de refrigerante. Não um mega NERD aficcionado (eles existem), mas ainda assim um NERD de refrigerante. Eu gosto de refletir e discursar sobre a garrafa, o copo, o gelo, enfim, sobre o ato de sorver o sagrado elixir divino. Que nem um connoisseur de vinhos. Mas sem ser tão elegante, nem ser tão inteligentemente francês (ou seja: sem ser tão homossexualmente fresco).

Por exemplo: para mim, a Coca-Cola atinge seu ápice de sabor quando é servida gelada a partir de uma garrafa de vidro pequena (a de 290 ml ou a nova mais baixinha que só existe em uns três lugares do mundo) em um copo médio de vidro com gelo e limão e sem canudo. Pronto, essa pra mim é a Coca perfeita. Se for de uma lata, ou em um copo muito grande ou com um canudo (essa blasfêmia), não é tão boa. A pior possível, na minha opinião, é a Coca de máquina sem gelo servida no copo do McDonalds com canudo.

Mas minha opinião muda quando o assunto é Guaraná. Para mim o melhor jeito de tomar Guaraná Antartica (o melhor que tem) é gelado direto do gargalo da garrafa – pulando a fase do copo. A garrafa de vidro é melhor também, mas a de plástico não estraga a esperiência.

Acho que deu pra perceber como é um NERD de refrigerante.

Entretanto, o fator mais importante em torno de um NERD de refrigerante é a sua bebida sagrada. Traduzindo: para o NERD de refrigerante, existe apenas uma única bebida no mundo – o resto é água suja com açúcar. Ele sempre vai pedir essa determinada bebida, se não tiver, parte para uma “segunda colocada” do seu ranking, ou para algum suco. E ele não vai estar feliz. Não mesmo.

A minha bebida sagrada é Coca-Cola. Ponto. É a melhor bebida já concebida pela raça humana. Mas como eu não sou um grande NERD radical de refrigerantes, eu bebo mais Coca Light por motivos de força médica maior. Mas eu também gosto de Guaraná e Soda. Fim. O resto é água suja com açúcar.

Existem pessoas bem mais radicais que eu, e eu mesmo já fui bem mais xiita quando pequeno, a ponto de evitar certas lanchonetes e certos restaurantes só porque lá não tinha Coca, mas sim Pepsi. “Não tem Coca, serve Pepsi?” “Morra e desapareça da minha frente, infiel!” “Senhor, seu filho está mordendo minha perna. Estou sangrando.” “Ninguém mandou oferecer Pepsi pra ele. Traz uma Coca que ele larga.”

Essa coluna está bem Seinfeld, por enquanto (sobre porra nenhuma), mas o ponto para justificar essa coluna que eu estou desesperdamente tentando buscar na minha mente é: existe NERDice pra tudo. Mas para uma coisa ser mais e mais NERD, ela tem que ser uma coisa “outcast”, ou seja, não socialmente nem intelectualoidemente aceita. E por isso que eu considero refrigerante uma coisa bem mais NERD que, por exemplo, vinho ou cerveja. Eu sei que existem variantes ainda mais complexas para a apreciação dessas duas bebidas, mas “refrigerante é coisa de criança” (mundo louco esse que eu vivo, não?) (se chama c-o-l-ô-n-i-a), logo é algo que não vale a pena ser discutido. Talvez isso tudo não passe de complexo de inferioridade da minha parte, mas eu digo que refrigerante é algo mais NERD que vinho ou qualquer outra bebida alcóolica só porque é uma coisa “infantil”.

Não tanto quanto leite achocolatado, o verdadeiro ápice da NERDice alimentícia, mas isso não vem ao caso. A briga Nescau X Toddy é algo grande demais para mim.

Bem, já chega, hoje não estou muito inspirado, pelo visto. NERDice do dia: “Aprecie as bolhas, saboreie os químicos, aproveite a explosão de sabor do jeito que preferir, mas beba o seu sagrado elixir divino. Sempre.” Falô.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Calça das Trevas

AVISO:

Nesta semana não haverá a habitual coluna “Calça das Trevas”. O roteirista sob o pseudônimo “Roteirista de Calças” haveria sofrido um ataque cardíaco há poucos dias, o que se julgou consequência de seu espírito agressivo. Suas feições impressionavam, tamanha torção diante da dor. Entretanto, uma autópsia de rotina encontrou resquícios de uma droga experimental, uma combinação de outros sete medicamentos, dois deles ilegais em território nacional. 94 milésimos de segundo após seu contato com a corrente sanguínea, ela acelera o pulso do usuário bruscamente. Pensaria-se me suicídio não fosse um pedaço mínimo de uma agulha descartável preso ao antebraço do roteirista. Isso indicaria resistência, há hipótese de assassinato. Durante as constatações a família procurava reconhecer o corpo o quanto antes e virar essa dolorosa página. Mas não havia terminado, afinal o corpo na mesa do necrotério era um desconhecido. Altura, peso, cor de pele, toda a compleição conferia, mas “eu saberia se meu filho tivesse três testículos!” disse a mãe, aos gritos. Assim sendo, Calça, para os amigos, encontra-se desaparecido e é esperado que responda algumas perguntas. 271 pessoas homônimas foram procuradas pela polícia até o momento. Mas tendo em vista que simplesmente “parar as prensas” devido a um contratempo seria ineceitável, aí está uma explicação plausível e consistente, melhor que “puts, a coluna era pra hoje?”.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Top 5 Rob Gordon


Top 5 dos conselhos que
deviam ser enfiados no cu

de quem os profere e que
cansamos de ouvir


5 – “Por que você não se veste melhor?”

O que gostaríamos de ter dito:
QUER QUE EU SAIA POR AÍ COM A MINHA ROLA BALANÇANDO? VAI SER MELHOR QUE SE VESTIR DO JEITO QUE VOCÊ QUER!!! CARALHO, COMO SE NÃO BASTASSE, ROUPA É UMA COISA CARA, EU PREFIRO GASTAR COM QUADRINHOS E DVDS, QUE VOCÊ ACHA DESPERDÍCIO!!! PUTA COISA INÚTIL, ROUPA!!! É SÓ PRA ESCONDER O PINTO E NÃO SER PRESO! NÃO ME PRESSIONA!


O que gostaríamos de ter feito:
Fazer o infeliz engolir todas as roupas idiotas que compra pra gente e cagar com a etiqueta, pra poder trocar por coisas mais úteis, como quadrinhos e DVDs.


4 – “Por que você não vende esse monte de gibi que você tem?”

O que gostaríamos de ter dito: PAU NO CU! POR QUE VOCÊ NÃO VENDE SUA CASA, SUA FAMÍLIA E SEU RIM? SÃO COISAS QUE IRIAM TE DAR UMA GRANA, MAS VOCÊ TAMBÉM IRIA SENTIR FALTA! QUE NEM EU COM OS MEUS QUADRINHOS!!! E DEPOIS, VOCÊ NÃO TEM NADA MELHOR PRA FAZER? NADA PRA PENSAR? QUER UM CACHORRO PRA CUIDAR DA VIDA DELE E DEIXAR A MINHA EM PAZ? NÃO ME PRESSIONA!


O que gostaríamos de fazer: Arrancar os rins da pessoa em questão e vender pra comprar o quadrinho mais caro que achássemos.


3 – “Cresce! Pára de ver desenho animado!”

O que gostaríamos de ter dito: SE VOCÊ TIVESSE A CAPACIDADE MENTAL DE DE FAZER UM DESENHO QUE NEM ESSE, COM ESSE TRAÇO E ESSA HISTÓRIA, NÃO IRIA FICAR RESMUNGANDO AÍ! IRIA FICAR MILIONÁRIO QUE NEM OS CARAS QUE FIZERAM O DESENHO! E SE EU FICAR MILIONÁRIO FAZENDO UM DESENHO ASSIM, NÃO VENHA NA MINHA PORTA PEDINDO TROCADO! VAI TRABALHAR NO SEU MUNDO ADULTO!!! NÃO ME PRESSIONA!

O que gostaríamos de ter feito: Fantasiar o infeliz de Coyote e jogar um piano na orelha do idiota. E depois uma bigorna ACME.

2 (Versão Calça) – “Vai fazer faculdade! Ninguém consegue nada sem fazer faculdade! Diploma é uma coisa muito importante pro seu futuro!”

O que Calça gostaria de ter dito: SE EU VOU A UM MÉDICO, EU ESPERO QUE ELE TENHA UM DIPLOMA! O MESMO VALE PARA ADVOGADOS, ENGENHEIROS E TODA ESSA CORJA NECESSÁRIA PRA SOCIEDADE! AGORA, SE EU LEIO A PORRA DUM GIBI, EU ESTOU POUCO ME FODENDO SE O ROTEIRISTA/DESENHISTA/COLORISTA SEQUER PISOU NUMA FACULDADE! SE EU ENTRAR NUMA FACULDADE É PRA TACAR FOGO NAQUELA MERDA, NÃO QUERO FICAR QUATRO ANOS PAGANDO UMA FORTUNA PRA OUVIR O QUE EU DEVO FAZER! PELO VISTO, EU JÁ TENHO UMA FAMÍLIA QUE FAZ ISSO! NÃO ME PRESSIONA!

2 (Versão Bermuda) – “Vai resolver essa história do diploma! Pra que que eu paguei quatro anos de faculdade se você nem vai procurar um emprego na área?”

O que Bermuda gostaria de ter dito: FODA-SE A PORRA DO DIPLOMA, FODA-SE O CINEMA, FODA-SE ESSA MERDA DE FACULDADE! FOI UMA BOSTA, UM DESPERDÍCIO DO MEU TEMPO E SE EU NÃO TIVESSE IDO ATÉ O FIM, IRIAM ME OBRIGAR A FAZER OUTRA FACULDADE DE QUALQUER JEITO! BEM VINDO AO MUNDO REAL, ONDE AS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS SÃO INSTITUIÇÕES FALIDAS E INCOMPETENTES QUE APENAS CHUPINHAM O DINHEIRO E O FUTURO DAS PESSOAS!!! NÃO ME PRESSIONA!


O que os dois gostariam de ter feito: Explodir todas as faculdades do Brasil, principalmente essas UniEsquina da vida, que surgem todo dia.

1 – “Deixa essa coisa de quadrinhos como hobby e procura um emprego de verdade”

O que gostaríamos de ter dito: MEU, QUE SACO, ISSO É UM EMPREGO, PORRA!!! MELHOR QUE SEU EMPREGUINHO DE MERDA QUE TE FRUSTA E TE BROCHA COM A VIDA! CARALHO!!! PEGA SEU 13º, PEGA SEU SEGURO SAÚDE, PEGA SUAS FÉRIAS NAQUELA MERDA DE PRAIA GRANDE E DOBRA ELAS EM CINCO BONITINHO E ENFIA NO CU!!! NÃO ME PRESSIONA!

O que gostaríamos de ter feito: Bater no lóbulo frontal do impertinente com uma cadeira de aço. E se não fincar, é só tentar de novo e de novo.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

B de Bermuda

Oi. NERDice. Vamos.

Apesar do começo excessivamente suscinto, esta coluna é de um certo modo triste, pois é uma despedida dos B de Bermuda sobre games. É que aconteceu o seguinte: eu fui “contratado” pelo site N-Planet (www.n-planet.com.br) (procurem pela “Coluna do Bermuda” na seção de colunas) como colunista, e vou escrever uma coluna a cada 15 dias pra eles. E para eu não esgotar muito rapidamente minhas NERDices sobre games, vou deixar as de games só pra lá e aqui falarei sobre outros campos NÉRDicos (que, como o Calça constatou, é o que não falta). Mas farei esta última coluna sobre games aqui, até porque é sobre um assunto que eu não posso tratar lá. O tema é: CHEGA DE FINAL FANTASY!

Antes de começar mais um furioso descarrego de indignação NERD, uma explicação sobre o porque desse tema de coluna: Ontem fui no Video Games Live, um concerto de músicas de games. Uma coisa altamente NERD e tal, até teve um concursinho ridículo de cosplay, mas que é uma iniciativa interessante de tentar juntar o socialmente e intelectualmente aceito (um concerto de música clássica) com algo NERD (games). ERA pra ter sido um dos maiores momentos de êxtase NERD da minha vida (imagina, eu tava achando que ia chorar quando tocasse a música de Mario), mas foi deveras decepcionante. Por quê? Por causa de uma série de fatores que vou listar rapidamente, já que o VGL não é o tema da coluna:

1. Vídeos pouco manipuladores de emoção (eu estudei cinema, eu sei do que eu estou falando);

2. Minha nostalgia tava ligada aos MIDIs horríveis dos jogos antigos, não a músicas orquestradas;

3. Excesso de esmero por alguns jogos e muito pouco por outros (só teve apresentaçãozinha em Metal Gear Solid);

4. Falta de análise de mercado, já que Halo não é um jogo popular no Brasil e foi tratado como um dos clímax do show;

5. EXCESSO DE FINAL FANTASY.

Pronto, como devem ter percebido, esse último fator é o que gerou essa coluna. Chega. De. Final. Fantasy. Caralho. Da. Porra.

Antes de mais nada, tenho que deixar claro que meu ódio não é exatamente contra o jogo, mas sim contra os fãs dessa merda, que fazem questão de manipular um monte de coisas, e isso me irrita deveras. Pra começar, teve três músicas de FF no show: o encerramento do primeiro ato, um medley no piano e o encerramento do show. Ou seja, foi o jogo de destaque. Sim, é um jogo muito popular e que merece um destaque, e tem músicas ótimas, mas levem isso em consideração: não revolucionou a indústria duas vezes (como Mario, com Super Mario Bros e Super Mario 64), não é a série com maior reconhecimento da crítica (que é Zelda, a única série a receber duas vezes a nota máxima da Famitsu, a maior publicação de games do Japão, além de ser reconhecida no mundo inteiro) e nem é a série mais vendida de todos os tempos (que é Pokemon, que nem foi tocado no VGL). Ou seja, tem algo de errado aí. Têm muitos fãs de Final Fantasy organizando essa merda.

Mas não é só no VGL que FF tem tanto privilégio, é só ver os eventos de Anime aqui no Brasil. Concurso de Cosplay? O vencedor é, 90% das vezes, alguém de FF. AnimeQuiz? Tem perguntas de FF, mas de nenhum outro game (no máximo Street Fighter ou King of Fighters, mas mesmo assim a maioria é de FF). Entre outras coisas que eu não consigo lembrar agora ou que eu pura e simplesmente eu quero que existam para provar meu argumento.

Isso que Final Fantasy não tão bom quanto as pessoas falam – o que ele tem de bom são os cinematics, que são muito bem feitos (mas de meia hora cada um) (você vai dar um ataque normal de espada, aparece um cinematic) (você mais assiste o jogo do que joga ele, mas ei, eles são bonitos, não?) e as histórias, que de fato são bem trabalhadas e com diversos pontos de virada (papo de roteirista), coisa que as pessoas adoram. Mas é só. A jogabilidade da série é a mesma desde sempre: batalha de turno onde você escolhe os golpes de um menu. Seu personagem passeia pelo mundo, entra numa luta, solta seus golpes escolhidos num menu no turno dele e daí você ganha experiência e sobe de level. A mesma merda de sempre. Do FFI ao FFXII que acabou de lançar: a mesma coisa. Mario se reformulou duas vezes, no Super Mario Bros 2 (que não fez muito sucesso, e foi só esse com a fórmula “vegetal na cabeça”) e no Mario 64. Nesses dois jogos mudaram o modo como você interage com o mundo, com os inimigos e com o jogo como um todo. Isso sim é uma série que merece respeito.

Ah, mas e aquele monte de cra-ka-laka que adicionam em cada versão de FF? Firula pra disfarçar o modo de jogo idoso da série. Ponto. Ah, e a nova mina gostosa peituda que aparece a cada FF novo? Se é Fan Service o que você quer, Punheta or Alive tem mais disso que FF. Ponto. Ah, e FF Tactics? Spin-off, até aí Mario tem mais spin-offs que qualquer outra série de games do mundo (Kart, Tennis, Strikers, Party, Paper, Golf, etc), e o que conta é a série principal. Ponto.

Enfim, chega de brigar com o jogo, até porque eu tenho certeza que se eu jogasse um FF até o fim (não, eu nunca consegui por não ter um PS2, mas já joguei alguns trechos e já vi outras pessoas jogarem) eu ia adorar o jogo. O que me irrita é esse bando de imbecis que SÓ joga FF. E Kingdom Hearts, mas é porque tem personagens de FF. E esses imbecis ficam protegendo FF e batendo uma pra esse jogo-não-tão-bom-asssim e acabam excluindo fãs de outras coisas, isso dá nos nervos. Sim, nós Nintendoboys somos assim também, mas nós podemos, nossos jogos são melhores e nós melhoramos a indústria. E alguns de nós conseguem ser mais tolerantes, permitimos que as pessoas detestem o filme de Mario (é uma bosta) ou não gostem de Zelda. Mas para um fã de FF, é uma blasfêmia uma pessoa não gostar de Advent Children (chato que dói) ou não ter um orgasmo quando vê um cosplay de Sephiroth. Chega. Cansei. Menos Final Fantasy.

O resumo dessa coluna pode ser o seguinte: “fanboyismo” tem limite. E isso vale pra qualquer coisa, dos fãs de Comics que não suportam Mangá aos fãs de Star Wars que só assistiram Star Wars a vida toda. Mas o “fanboyismo” que mais me irrita é, de longe, o de Final Fantasy. Esse povinho manipula tudo só pra aparecer cada vez mais FF em qualquer lugar, principalmente nos círculos otakus. Chega. Já deu. Câmara de gás. Se eles são intolerantes, eu também vou ser.

Enfim, chega de reclamar. Esta foi a despedida dos B de Bermuda de games. Pelo menos até eu achar outro assunto que eu não possa falar na N-Planet ou ser chutado de lá. Espero que tenham gostado. A não ser que você seja dessa corja fanática por FF. Morra. NERDice do dia: “Joguem Zelda”. Falô.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Calça das Trevas

Sem Resmungos

Hum. Acho que deprimi as pessoas na coluna passada. A parte em que revelo meu desejo de misturar vidro moído na comida de alguém – coisa que lhe causaria uma hemorragia interna que restauraria meu ânimo – foi particularmente atordoante para uns e outros. É a hora em que Bermuda imita nossa amiga Marina em uma voz esganiçada e balançando a cabeça feito um pêndulo “Você é tão mal, Calça!”. Então tá, falarei de coisas mais felizes. Nem vou lembrar de quando fui assaltado no dia de Natal, nem do assassinato do meu... Nossa, quase deprimi vocês de novo, pessoal, foi mal! O foda é que eu não tenho um tema pro Calça das Trevas (feito o Bermuda tem, nunca falta NERDice pra ele). Tantas opções me deixam desorientado, e acabo falando que me passa na cabeça. E não posso fazer o que me é um hobby, achincalhar pessoas nominalmente. Dá problema. Tipo, judiciais. Mas isso não é resmungo, é constatação. Então vou falar de coisas agradáveis, seus bebês chorões! Vou falar... falar... de cachorros. Cães são fofinhos às vezes, mas sempre se são filhotes. Então lá vai a dica semanal para cuidar de um filhotinho:

Todo cão deve ter sua própria cama em um lugar aquecido, quieto e livre de correntes de ar. Quando pequeninos são destruidores, de modo que não se deve usar equipamento sofisticado e dispendioso. Uma caixa de papelão duro, deitada, constitui uma boa cama para um filhote que irá viver dentro de casa, pois é facilmente substituível quando rasga ou fica velha. A cama deve ser facilmente lavável e substituível. Roupas velhas sem botões e zíperes ou toalhas velhas são uma boa escolha. Também é muito útil, no princípio, ter um cercado para o filhote, e que seja leve para usar dentro e fora de casa.

Certo? Então thau, tenham uma digestão tranquila e/ou outro ciclo menstrual sem incômodos graves. Obrigado e voltem sempre.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Apresentação

Para todos você que acessam nosso blog mas não leram o zine (oi, jade, e obrigado por acessar o nosso blog, mesmo sem saber se somos uns psicopatas esquartejadores que por acaso gostam de escrever, não seria a primeira vez que desconfiam da gente, nem será a última...), aqui estão as hqs de apresentação da lendária e muito foda primeira edição, remasterizadas na versão dos roteiristas que aprenderam a mexer no Photoshop com títulos e plaquinhas de FIM! E, pra quem já leu, é a oportunidade de lembrar um ano e meio atrás, aquela época inocente pra caralho, quando o mundinho censurador e a mão do Calça evitavam a contemplação total e absoluta da tesuda Mari Alexandre!


Quem quiser, pode atualizar sua edição imprimindo e colando a página, mas saiba que qualquer alteração no original afeta o preço no eBay mais tarde.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

B de Bermuda

Oi, pessoas, desculpem-nos os atrasos, deu pau na net do Calça e por isso zoou o cronograma, algo muito importante para o andamento de qualquer blog. Semana que vem os problemas serão normalizados. Ou não.

Vamos ao que interessa, a NERDice da semana. Que foi motivada por ódio. Que sempre é um grande combustível criativo. Que seja. Vou NERDar sobre as saídas fáceis dos roteiristas para o fim da história e que têm a inacreditável tendência a ferrar com a mesma.

Talvez essa coluna venha a ser um grande tiro no pé, já que pode ser que algum dia eu faça um desses finais sem perceber. Assim como pode ser que eu seja tratado como um traidor da raça roteirística, e seja excluído das rodinhas de roteiristas que discutem as melhorias do Word num canto da balada. Mas eu também sou um leitor e eu fico puto quando percebo uma “saída fácil” pra terminar a história e foder com tudo.

*** ATENÇÃO***
Esta coluna tem spoilers do livro “Praticamente Inofensiva”, do Douglas Adams! Não continue lendo a coluna se estiver lendo o livro e ainda não o terminou! Vá terminar de ler e depois você volta aqui no blog! É até melhor, conta como duas visitas diferentes! Se você já leu ou nem pretende ler, pode continuar em paz. Ah, e eu vou evitar mais spoilers além desse. E se você não sabe o que são spoilers, vai ler uma crítica de filme da Folha que você vai entender o que é.
***

Bem, como puderam perceber pelo aviso acima, foi o livro “Praticamente Inofensiva” que gerou esta coluna. Pra quem não sabe, é o quinto livro da série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, mas muita gente o considera um livro independente por ele ser infinitamente inferior aos demais e ter um final que estraga toda a história. Sem contar o fato que ele foi escrito uns 15 anos depois do quarto livro, “Até mais e Obrigado Pelos Peixes”, que possui um final muito bom e mantém o pique dos outros livros. Roteiristas e escritores que demoram mais de 12 anos pra lançar uma continuação ou uma parte anterior de uma história já estabelecida e com uma boa base de fãs *COF COF* George Lucas *COF COF* caem um pouco no meu conceito. Traduzindo: eu fico puto com eles.

Enfim, chega de explicações sobre meus traumas de infância, vamos ao que interessa: finais fáceis e ruins. Existem muitos, mas três em particular me irritam deveras: o “foi tudo um sonho”, o “todo mundo morre sem motivo” e o “nada disso nunca aconteceu”. Vale ressaltar que existem obras que possuem esses finais e funcionam, muito provavelmente porque elas foram pensadas com esse objetivo em mente. Eu vou explicar melhor.

Primeiro: “foi tudo um sonho”. É um clássico. Vocês sabem do que eu estou falando, chega no final e o cara acorda todo suado na cama, olhando para o nada e falando “Nossa! Foi tudo um sonho!” Antes de sentar o pau nesse tipo de final, tenho que dizer o seguinte: ele, na verdade, funciona. Sério. Porque “sonhos” são uma coisa meio sem explicação, por mais Freud que você tenha estudado – então, vale tudo. Pode acontecer qualquer coisa, em qualquer realidade, que no fim foi tudo um sonho e tudo voltou ao normal. Ou seja, terminei a história explicando tudo com uma única palavra: sonho.

O que, a história acabou bem na melhor parte? Oras, quantas vezes você não acordou na melhor parte do sonho? Mas isso não explica nada, você diz? Deixa um monte de pontas soltas na história, você diz? Quantos sonhos sem muita explicação você já não teve? Que te deixam pensando sobre o que aconteceu e você não acha explicação alguma? Entenderam porque é um final tentador? Principalmente quando você perdeu o rumo da história e não sabe o que fazer com ela.

Então, qual é o problema desse final, se do ponto de vista do roteirista ele é tão perfeito? Simples, o problema é que esse final é broxante, frustrante e irritante para o espectador/leitor. Faz as pessoas duvidarem da sua capacidade como roteirista e ficam putas com a história. O que faz com que elas nunca mais consumam qualquer coisa que você venha a escrever. O que é uma bosta para o roteirista. Ou seja, NUNCA, MAS NUNCA FAÇA ESSE FINAL APARECER DO NADA! SE VOCÊ O FIZER, VOCÊ É UM INCOMPETENTE!!!

Ah, e antes de alguém ficar puto comigo, eu estou descontando o “Little Nemo”, já que a história é voltada para o fato dela ser um sonho – ou seja, é um jeito inteligente de usar esse recurso funcional.

Próximo: “todo mundo morre sem motivo”. Têm histórias que você tá lendo/assistindo e de repente um monte de personagens morre sem motivo algum, a morte deles não ajuda em nada a história e a única coisa que acontece é aparecer “FIM”. Em “Titanic”, tudo bem, você sabe que o navio vai afundar e um bando de gente vai morrer. Em “Paixão de Cristo”, tudo bem, você sabe que o personagem principal vai morrer. Mas é uma bosta quando os personagens morrem do nada. Você acompanhou a porra da história até aquele ponto só pra ver todo mundo morrer de um jeito idiota e sem sentido? Que MERDA!!! ÓDIO! MUITO ÓDIO NO CORAÇÃO! Imaginem se o final de Senhor dos Anéis, depois de toda aquela batalha pra destruir o Um Anel e acabar com o Sauron, acabasse com um meteoro explodindo a Terra-Média? Hilário? Talvez sim, agora que você já viu o filme, mas imagina se isso tivesse acontecido quando você estava no cinema? De repente tudo explodiu e os créditos começaram a subir. Que merda. Frustração. Ódio.

Então porque os roteiristas fazem esse tipo de final? Pelo mesmo motivo do do sonho, porque funciona. A morte é inevitável e depois dela não há mais nada. Por isso, nada que ocorreu antes importa, já que este é o fim de tudo. A vida é assim, não é mesmo? A morte chega um dia, ela não vai esperar você resolver tudo. Mas numa história irrita. Você fica se sentindo um idiota, se perguntando porque diabos você foi até o fim dela, já que era pra acabar desse jeito. Dá uma sensação de vazio, como se tivesse perdido completamente o seu tempo. E irrita. E gera ódio. Muito ódio.

E, no “Praticamente Inofensiva”, esse final irrita mais ainda, pois Arthur Dent e Cia. morrem nas mãos dos Vogons, com a explosão da Terra. Sendo que no primeiro livro, a história toda começou porque eles fugiram da Terra que ia ser explodida pelos Vogons. E esse final surge do nada, você só fica com a sensação que tem algo estranho porque a história tá chegando num mega-master-clímax e faltam duas páginas pro fim. Ou seja, saída fácil com um final merda. Que decepção, Douglas Adams. Tomara que você esteja inferno dos roteiristas infames, esperando o George Lucas. E sim, dava pra eu ter escrito a coluna sem fazer spoiler do livro, mas eu tinha que descontar a minha raiva nominalmente nesse final de merda.

E se você gosta desse tipo de final por ele mostrar que as coisas são assim e no final só há a morte, se mata e me faça feliz no filme da minha vida, que eu ainda tenho muito pra resolver.

Agora, finalmente, o último final fácil e irritante: “nada disso nunca aconteceu”. Esse pode parecer complexo, e é, de certo modo. Afinal, não é fácil explicar como que todo mundo (ou a gigantesca maioria da humanidade) esqueceu TUDO que aconteceu até agora na história e então tudo voltou ao normal, como no começo do capítulo 1. Mas com o advento da grande explosão de luz que afeta o funcionamento do espaço-tempo, tudo fica fácil. É só pôr um cientista ou um filósofo em algum ponto da história que o resto caminha sozinho.

Mas qual é o problema desse final? É um lindo final feliz! Eu só perdi um naco da minha vida, que nunca mais irá voltar, ele se foi junto com a história, que magicamente nunca existiu! É um final perfeito!

Se você realmente pensa assim, você não é um imbecil completo, você apenas é parcialmente imbecil e foi enganado pelo roteirista. Afinal, falar do funcionamento do espaço-tempo é uma coisa que impressiona e parece inteligente – por isso é um final utilizado pro roteiristas bestas. Mas a grande verdade é que, na prática, tudo o que você leu nunca aconteceu, nem o fato de você ter lido a história. Foi tudo para o limbo da não-existência das histórias que não possuiam um final decente planejado desde o começo e precisaram terminar logo antes de acabar o limite de páginas. Que merda. Que ódio. Que roteirista incompetente.

Deve ter dado pra perceber que tipo de final que eu odeio, não é mesmo? É o final “nada do que aconteceu na história foi digno de nota, já que ela acabou”. Ele me irrita pelo simples fato que me dá a sensação que eu perdi meu tempo aproveitando a história, interagindo com os personagens e me surpreendendo com as reviravoltas. Parece que fui alvo de uma grande piada, que eu fui enganado. Como se eu tivesse tirado umas duzentas fotos com a lente fechada. Como se eu tivesse comido uma feijoada e depois me fizessem uma operação para remover tudo o que eu comi. É uma frustração sem tamanho. Que gera um ódio sem tamanho. Que gerou uma coluna sem tamanho, essa coisa ficou enorme.

Mais tarde eu NERDarei sobre a importância do final de uma história, e sobre como o leitor deve ser respeitado mas não ouvido, mas isso é outra história. Esta coluna já está realmente enorme. Por isso, concluindo, a NERDice de hoje é: “Se a história existe, ela tem um propósito, e o final não deve fuder com tudo, ouviu, senhor Douglas Adams, seu imbecil?” Falô.

domingo, 12 de novembro de 2006

Calça das Trevas

Resmungos

Tá, eu não sou legal. Eu não cumprimento qualquer um, nem tenho 200 amigos no orkut. Eu invejo as pessoas pelos mais diversos motivos e por eles quase nunca viro fã, prefiro fantasiar que dou uma voadora nas costas, enveneno sua bebida, coloco vidro moído em sua comida durante meses, humilho em público com uma tirada na hora certa. Infelizmente não posso dizer que já fiz todas essas coisas, mas tenho vida pela frente. Passo por surtos de irritação reparando no que os outros têm um comparação ao que me falta, seja um emprego legal, dinheiro, uma namorada linda e interessante, sendo que só os vejo como sujeitos genéricos, chatos, arrogantes ou ranzinzas. Sou cínico e me sinto um... crítico social, rindo do que vejo, invejando e achincalhando o próximo. Que bosta, isso não é legal. Esse pode ser o argumento desses caras que detesto: sou só um moleque choraminguento. E tudo bem. Estamos todos certos. Na boa. E eu só quero mesmo das minas deles um boquete, assim, pela amizade, sei lá, pra me sentir melhor e parar de reclamar. Porque acredito no que diz a música do Gorillaz!: I'm happy/ I'm feeling glad/ I got sunshine, in a bag/ I'm useless,but not for long/ The future is coming on. É... Eu preciso acreditar em alguma coisa.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Top 5 Rob Gordon

Top 5 problemas
de desenhistas babacas narcisistas
que irritam profundamente a nós,
roteiristas.

5 - Desenhar chutado: Realmente, não há remuneração da nossa parte. Mas nós publicamos, seja em fanzine, seja na internet. E, nesse meio, qualquer trabalho é portifólio, tanto para o roteirista quanto para o desenhista. Só que desenhar de qualquer jeito fode o trabalho dos dois! Se for pra ser assim, não pegue o trabalho, nós acharemos outra pessoa mais interessada. Não foda com o trabalho alheio, não nos arraste com você para a merda! Lá é o seu lugar, não o nosso! Fique lá e não fale mais com a gente! Sim, estamos falando com você!!! Você está demitido!!!

4 - Não deixar espaço pra balão: Escolha: você quer contar a porra da história ou mostrar a merda do desenho? Se for o segundo, vai trabalhar em publicidade, porque em quadrinhos, o desenho apenas serve para ajudar a narrar a história. Quadrinhos é um conto ilustrado, não cinco ilustrações punhetadas por página com alguns balões espremidos. Gosta de duas bichas adolescentes se estapeando por 22 páginas com grunhidos? Me avise, pra eu ficar bem longe de você! Você não sabe o que é quadrinhos, e talvez isso seja contagioso. Vá ser retratista na Praça da República! Sim, estamos falando com você!!! Você está demitido!!!

3 - Atrasar os prazos: A pessoa pode atrasar? Sim, imprevistos acontecem, por mais que exista uma coisa chamada agenda. Shit happens. Tem gente com vida por aí, com trabalho, família, namorada, bar, etc. Mas SEMPRE? É uma clara falta de respeito, consideração, profissionalismo e, por que não, caráter! Que ódio!! Mas, o que faz o roteirista rir, é a esperança de que o desenhista em questão repita esse ato leviano com uma editora como a Abril ou a Globo, porque se com a gente não há uma punição pior que gritos na secretária eletrônica e um scrap em caixa alta no orkut, no mercado de trabalho remunerado ele simplesmente queimará seu filme e não arranjará trabalho novamente antes de seu neto estar na faculdade. Sim, estamos falando com você!!! Você está demitido!!!

2 - Não seguir as especificações do roteiro: Se soubéssemos que o desenhista em questão não era afalbetizado, talvez não passaríamos a história pra ele. Quando eu escrevo que um personagem tem barba, ele TEM barba. Quando eu digo que é um plano médio do personagem de ¾, não faça um plano inteiro dele de perfil mostrando a sala inteira, sendo que ele está num campo de futebol. Se tem um roteiro pra ler, LEIA! E, se você não sabe ler, não vamos zoar sua falta de oportunidade de aprender. Podemos rafear o roteiro, te contar a história numa fita, nós até encenamos o roteiro pra você! Mas nos conte do seu problema! Porém, se você sabe ler e faz essas coisas, VOCÊ É UM IDIOTA, VOCÊ É UMA BESTA, VOCÊ É UM INCAPAZ!!! Sim, estamos falando com você!!! Você está demitido!!!

1 - Prometer e não cumprir: Isso pode parecer bastante com atrasar os prazos, mas é algo mais profundo, muito pior. Nós já falamos que aceitamos certos imprevistos, mas não o tempo todo. Mas o caso é que o desenhista não se preocupou com nada, deixou o roteirista esperando. Porque a pessoa não se preocupou com o roteirista, com a história, com o seu próprio portifólio e com sua imagem profissional. Ela foi mentirosa! Sim, estamos falando com você!!! Você está demitido!!!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

B de Bermuda

Segunda-feira. Não é a segunda mais maravilhosa dos últimos tempos? Pois, como se não bastasse o problema óbvio de ser segunda, ainda é uma pós-feriado e pós-horário de verão! Que merda! Isso fez com que eu demorasse ainda mais para conseguir conectar os neurônios pra sair algo de bom. Mas que seja, eis mais uma NERDice para celebrar nossas vidas. Hoje o tema é trailer de filme.

Nesses últimos dias ando viciado em ficar baixando trailers de filmes no computador. Vou na parte de trailers do iTunes Store e fico baixando um monte. E fico assistindo eles inúmeras vezes, é uma profunda falta do que fazer da minha parte. Mas, por mais que eu assista eles um trozilhão de vezes, não me sinto satisfeito, não como no cinema.

Adoro ir ao cinema, mesmo sendo uma coisa horrorosamente cara, ainda mais comparando com alugar um filme. Tenho toda aquela tara de fã velho e purista com a sala do cinema, da cadeira não-tão-confortável ao bando de retardados que atende o celular e recebe saraivadas de “shhh” no meio do filme. Mas a minha parte favorita são os trailers. Várias vezes eu saí satisfeito da sala não por causa do filme, mas por causa dos trailers. Se o cinema possui a magia de nos enganar e nos alienar da realidade, nos afundando em um mundo paralelo com uma história qualquer, o trailer é isso elevado a enésima potência. Se os filmes nos fazem acreditar em um mundo melhor, os trailers nos fazem acreditar em filmes melhores. Se o cinema nos faz refletir sobre o mundo, os trailers nos fazem refletir sobre nossa próxima visita ao cinema. Genial. Temos que apertar as mãos do cadáver que inventou os trailers.

O mais absurdo é que já aconteceu de eu esquecer que filme eu tinha ido ver depois de uma bateria de trailers fodas. Esse é o poder de um trailer.

É por isso que eu não gosto muito de mostras, elas não têm trailers. Que chato. E também acho uma bosta certos cinemas de São Paulo que cortam fora os trailers ou passam trailers de filmes que já estão em cartaz ou que eu já vi. Trailer tem que ser de coisa nova, algo que vá estrear em março nos EUA e em Novembro no Brasil. Falando em Brasil, parte da minha birra com filme nacional vem do fato que os trailers são, invariavelmente, uma bosta. E vão continuar sendo, se depender do que eu vi na faculdade de cinema.

E acho que é por isso que eu broxo um pouco com ficar vendo trailers no computador. Não é a mesma coisa, é como se faltasse alguma coisa. Seja a tela grande, sejam as legendas pra eu entender melhor sobre o que o filme é, acho frustrante ficar vendo-os na telinha o computador. E também faz falta não ter um filme qualquer depois pra eu perceber como os trailers valeram a pena. E como o trailer do filme em questão era bem melhor que o filme.

Mas, obviamente, há uma grande sacada monstro por trás dos trailers na net. Eu percebi qual é depois de ter ido ao cinema este fim de semana (fui ver “O Grande Truque”, mas não passou nenhum trailer digno de nota). Eu percebi que eu fiquei ansioso para ver algum dos trailers que eu tinha baixado. Fiquei esperando pra ver Leônidas berrando “Esparta” na tela grande (meu trailer favorito, 300). Fiquei torcendo pra ver as Tartarugas Ninja 3D. Até rezei um pouco pelo trailer de Ghost Rider. Mas nenhum deles passou, o que me deixou um tanto frustrado, mas esperançoso de que, na minha próxima visita ao cinema, passe algum desses trailers. Ou, quem sabe, passe um trailer foda de um filme desconhecido pra eu baixar no computador e em seguida assistir umas vinte vezes.

Traduzindo: na minha cabeça NERD e problemática, assim como os trailers no cinema são um raio de luz esperançosa por algum filme, os trailers na net são um raio de luz esperançosa por uma boa sessão de trailers no cinema.

Enfim, vamos finalizar logo isso. A NERDice do dia é: “Trailers, respeite-os”. Falô.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Calça das Trevas



Facilmente o SBT está galgando a liderança de pior emissora aberta desta bosta de país. Porque brinca com o sagrado: o telespectador. Fora o fato do Silvio Santos ser incapaz de criar algo que não seja brega (Alô Cristina, Dançando por um sonho, etc, etc, etc), as constantes mudanças na programação quase sem aviso prévio (aliás lembro do Serginho Groisman sarcasticamente comemorando a 40ª mudança de horário do Programa Livre), agora há cortes nas séries americanas. Primeiro editaram a violência dem séries totalmente realistas e adultas, como O Vidente e Smallville. Mas a afronta, o que me deixou com vontade de atirar na televisão, foi o que fizeram com Reunião. Tá, não é uma série genial, é meio arrastada e confusa, tudo bem, mas é direito meu vê-la na ÍNTEGRA, a temporada INTEIRA, já que está sendo exibida. E a premissa já era ruim: exibir em 13 episódios ema série de 20. Passaram logo 2 na estréia. E 1 a cada dia, de segunda a sábado. Até que no penúltimo dia editaram 2 episódios (de 1 hora cada) para caber em 60 minutos! E o mais bizarro, os último 8, eu disse OITO episódios, passariam em 1 hora no último dia. Mas não, veicularam algo como 2 episódios condensados, como no dia anterior, e resumiram o fim - 6 episódios - com uma narração! "Quem matou Samantha foi o pai de Craig... Ele foi preso". Cara, nunca senti tanta raiva de não ter TV à cabo! E quando empacotar, Silvio Santos erá homenageado com gênio... O SBT é idiota, parece que acha que ninguém assiste aquela merda! Antes fosse! Então pra que investir em seriados gringos se a audiência é tão desrespeitada? É sadismo, só pode ser. Eu cansei dessa porra. TV por assinatura é o caminho. Ou o Senor Abravanel resolveu falir essa porcaria, ou ele está sendo sacaneado. Mas não é só o SBT, a Globo também corta filmes e séries (além de exibí-las às 4 da manhã), a Record corta séries e deixa de exibir sem aviso, é um horror. Cara, que todos se fodam!